Em geral as pessoas não têm o hábito de ler, isso implica na dificuldade de compreensão de textos, atenção e interesse pela leitura. Muitos estudantes, apesar dos esforços da escola, continuam a não gostar de ler, é que muitas vezes a leitura nas escolas tem muito enfadonha e nada atrativa.
Com a leitura, o homem amplia seu universo de discurso, bem como a possibilidade de multiplicar suas visões e aspirações sobre o mundo. Toda essa prática poderá também conduzir o interlocutor a uma disciplina pessoal, levando-o a conhecer e a transformar esse mundo. Ao ler, o leitor escreve um novo texto, ou seja, não existirá mais um autor apenas. Através da leitura quem lê se torna um novo autor, isso pressupõe que a leitura torna o leitor sujeito efetivo das transformações do mundo, cônscio de suas possibilidades e limitações.
Todo interlocutor torna-se leitor quando é engajado em situações nas quais a linguagem escrita é usada de forma significativa. A aprendizagem da leitura é apenas a tentativa de dar sentido ao que se lê, e o esforço para ensinar a ler é apenas o de tornar aquela tarefa interessante e compreensível.
A habilidade de interpretação é mostrada quando o leitor consegue processar os conhecimentos através do entendimento do texto e também quando ele consegue reconstruí-lo baseado no conhecimento e na interpretação de mundo que o acompanha em toda a sua trajetória de vida. São muitas as informações contidas em um texto, portanto, cabe ao interlocutor inter-relacionar essas informações e produzir coerência. Tanto as práticas sociais de linguagem como a intuição lingüística facilitam esse processo.
O problema que os educadores enfrentam é a aparente incapacidade do aluno de construir relações significativas e construir sentido entre o escrito e outras áreas do conhecimento. É evidente que o ser humano aprende melhor explorando, experimentando, indagando, questionando e relacionando-se com o ambiente, aprendendo com todos que estão ao seu redor, que fazem parte do seu convívio, aprendendo deles e com eles.
Aproximamos-nos da cultura letrada quando lemos também nos tornamos mais informados de tudo o que acontece ao nosso redor e no mundo, quando exercitamos essa atividade. É assim que nos aproximamos das tecnologias, numa esfera de comunicação e informação.
Na verdade, LER é a palavra chave desta profissão. É lendo que o professor fará de seus alunos bons leitores, que opinem e reproduzam com suas próprias palavras o que leram, mas que também reflitam sobre o texto e questionem as idéias do autor. Que sejam leitores críticos-reflexivos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa PCNs (1997, p.58) enfatizam esse aspecto:
Para tornar os alunos bons leitores ? para desenvolver, muito mais do que a capacidade de ler, o gosto e o compromisso com a leitura, a escola terá de mobilizá-los internamente, pois aprender a ler (e também ler para aprender) requer esforço. Precisará fazê-los achar que a leitura é algo interessante e desafiador, algo que, conquistado plenamente, dará autonomia e independência. [...] uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma prática pedagógica eficiente.
Ao finalizar este trabalho, faz-se necessário enfatizar a premência de se construir uma ponte entre a escola e a realidade externa. Diante das profundas exigências do mundo contemporâneo, a demanda pela leitura e pelo domínio da língua escrita torna-se cada vez maior, o que exige uma reflexão acerca do papel da escola e dos professores.

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